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Santo André começa a reciclar esponjas de lavar louça e embalagens metalizadas

Moradores podem destinar à coleta seletiva embalagens de chocolate, biscoito, salgadinho, entre outros; instrumentos de escrita também são reaproveitados


Santo André deu mais um passo importante para otimizar a gestão de resíduos sólidos e ampliar os materiais secos que conseguem ser reaproveitados. A partir de agora e de forma inédita na cidade, esponjas de lavar louça e embalagens com plástico metalizado começam a passar pelo processo de triagem e venda nas cooperativas de reciclagem que atuam no município. Além disso, materiais de escrita, como caneta, lápis e borracha, também vão ganhar um destino correto.

“Esses resíduos não eram habitualmente destinados à coleta seletiva e nós também não tínhamos uma empresa parceira que pudesse reaproveitar os materiais. Mas agora todos os resíduos coletados serão destinados à TerraCycle, servindo de matéria-prima para a fabricação de outros produtos”, explica o superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Gilvan Junior. Antes, os resíduos viravam rejeitos e acabavam sendo aterrados. A parceria com a iniciativa privada é mais uma ação para aumentar a vida útil do Aterro Sanitário Municipal.

Os materiais de escrita que devem ser destinados à coleta seletiva são: lápis grafite e de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, marca-texto, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco. Em relação às esponjas de uso doméstico, serão aceitos produtos de qualquer marca.

No caso da reciclagem de esponjas, trata-se de uma ação inédita em Santo André. Esses resíduos passarão pelo processo industrial de separação, moagem e extrusão, sendo transformados em matéria-prima utilizada para a produção de bancos e lixeiras, por exemplo. Para encaminhar as esponjas à coleta seletiva basta que o material não tenha restos de alimentos e nem esteja molhado. As embalagens que são válidas para a reciclagem são as de bolachas, salgadinhos, chocolates, macarrão, dentre outras, feitas de um plástico metalizado chamado de BOPP (Película de Polipropileno Biorientada) ou embalagens flexíveis que tenham no verso a numeração 5 (PP).

Embalagens com líquido, cola ou que estejam gordurosas – como molho, maionese, carnes e embutidos –, sacos de ração e café a vácuo ainda precisam ser descartados no resíduo orgânico.

Além de colocar esses materiais na coleta seletiva porta a porta, os moradores de Santo André podem levá-los em todas as Estações de Coleta e em PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Para incentivar a reciclagem dos resíduos, o Semasa iniciará uma série de posts de sensibilização nas redes sociais e também vai instalar recipientes específicos nos ecopontos para receber os produtos. Cápsulas de café, que já são recicladas, também poderão ser descartadas nesses pontos exclusivos.

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